eu a vi
pela janela da janela de outra janela
eu sentado no bar
ela, sentada, no carro dela
eu de cá
ela de lá
foi rápido
foi só olhar
fixei
pela lembrança de uma lembrança
da janela trespassando a visão de outra janela
eu sentado no bar
ela, partiu, no carro dela
talvez nunca mais a veja
sentada, dirigindo, olhando olhos alheios
pela janela de uma janela.
ela sumiu na curva,
eu curvei
em sinuosos olhos dela.
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